esperei cerca de 15 minutos estacionado a trezentos metros da referida Total. deep in Mem Martins. zona calma. de moradias verde azeitona, azul petróleo e azulejos, muitos azulejos. a 100 metros de mim, do lado oposto da rua, uma criança varria a entrada e passeio adjacente de uma das moradias. observei.
é duro o pequenote.
note-se que por entre as moradias passa uma estrada, de um sentido, onde circulam carros a nunca menos de 50-60 km/h. e quase sempre acima dos 70 km/h.
não deixa de ser perigoso para uma criança que varre o passeio, cheia de vigor, quase até ao alcatrão.
chega uma mulher, loira. de top e sapatos rasos brancos, saia creme. falam. a criança encosta a vassoura. gesticula, falam mais. não é uma criança.
é um anão.
não deixa de ser duro, o pequenote.
estamos á procura de casa. eu e a minha namorada. e falando até com algum conhecimento de causa, isto não é mesmo nada fácil! há perspectivas, ha a casa de um amigo meu na bica, uma outra ao pé da assembleia da républica, uma em santos (o barulho...), uma outra no carmo....o que me incomoda é que estive a manhã toda a tentar falar para os numeros dos arrendatários, e nem um atendeu...está mal. parece áfrica. assim não dá.
quero uma sala no centro de lisboa! quero elliot smith ao fundo, baixinho, num hi-fi meu. quero um quarto onde acorde ...o som de lisboa, os pombos nos beirais. uma cozinha onde consiga tchilar com os meus amigos.
acho que não é pedir muito...
já que falo em elliot smith.
o elliot smith suicidou-se. não agora. já há uns anos. em 2003. foi uma desilusão. fiquei triste.
só o soube aí há uns 4 meses.
era musico.
fez seis albuns.
depois acabou-se.
é uma pena.
1 comentário:
Não é pedir muito, mas pelos vistos isto é mais África do que aquela, a nossa...
Ohhh tadinho do Elliot Smith!
:)
Enviar um comentário