segunda-feira, 20 de julho de 2009

maison decor

pois é...
alugamos uma casa...bem, 
ainda falta a senhoria assinar o contrato de arrendamento...
mas como qualquer pessoa que aluga uma casa, 
tenho que começar a mobilá-la.
a questão é, 
eu não quero ceder ao facilitismo e vulgaridade do IKEA.
não quero. 
não quero entrar em minha casa e ver a casa dos outros.
por isso, ando a tentar ser airoso e original,
por isso acabo sempre em sites de decoração de interiores que nunca visitei,
por isso, conheço marcas de que nunca ouvi falar, 
por isso, acabo por ver mesas, cadeiras, tapetes, aparadores e estantes que custam pequenas enormidades, e sim, são design, 
e sim, "fazem uma sala/quarto/cozinha/etc" , e sim, sei que tenho de acordar, deixar-me de merdas, e ser realista!

terça-feira, 14 de julho de 2009

quinta-feira, 9 de julho de 2009

porta azul

é uma porta azul. 
na rua de s. bento, lisboa.
quando lá passares vais dizer coo!
como é que arranjaram uma casa tão boa...?



domingo, 5 de julho de 2009

04/07/2009

os meus pais têm um grupo de amigos a que eu chamo o clã.
eramos originalmente cerca de 15 pessoas, entre pais e filhos. 
fizemos de tudo. 
viagens, jantares, festas, almoços, natais ou apenas um café. 
são pessoas que me estão mais próximas do que a minha própria família.
ontem morreu a Helena B.M.
pilar fundamental do clã. 
os meus pais ficaram devastados.
eu fiquei devastado.

ontem nasceu o segundo filho do meu irmão vasco.
é uma rapariga. 
ia chamar-se Lola, afinal chama-se Inês.
os meus pais foram de carro para Marbella. 
demoraram 9 horas.
estão radiantes. 
eu estou radiante.
confusão de sentimentos. 
ironias do destino. 
a natureza não perdoa.
bem-vinda Inês.
adeus Lena.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

near miss, near hit

o george carlin dizia uma piada acerca de uma expressão típicamente norte-americana, "near miss".
"two planes almost crash into each other. - look, they nearly miss!".
em oposição ao "near miss", o george, utilizava uma outra.
"near hit"
hoje, a vir para casa depois de jantar, quase morri. 
ia a quarenta km/h 
(para ir mais rápido, tinha que ir em terceira, e com a gasolina a 1.34€... mas há uma bomba no seixal com desconto de sete centimos!). 
numa daquelas curvas em que não se vê o fim. 
eu na minha faixa.
e apareceu uma pick-up. 
branca. 
na contra-mão. 
com os pneus a chiar.
passou a um centimetro do meu carro. 
se me batesse, estava morto.
that  was a near hit.

e agora num registo totalmente diferente...
sr. doutor / soutôr / xoutôr
há abreviações estúpidas....
esta lidera...destacadíssima!

sito na calçada do duque

hoje fui ver mais umas casas (apenas duas, porque a deficiente da imobiliária se trocou toda e deixou as visitas que ia fazer com ela para amanhã...).
não faz mal...
fui por mim. 
encontrei uma casa a trinta metros da avenida da liberdade. 
estou rendido. 
tem é umas meninas de passe a morar no r/c e cave.
depois de ter visto a casa, fui cortar o cabelo ao sr. Alfredo. 
é sempre bom voltar lá. 
foi o primeiro sítio onde cortei o cabelo. 
tinha se calhar nem um ano e, segundo consta, fiz uma birra da morte. 
ir ao sr. Alfredo, é conhecer lisboa. é estar com lisboetas típicos. 
o sr. Alfredo poderia dizer algo do género 
"oh filha, vem par dentro que tá frio"
ou como o ouvi hoje, 
"apareceu ai um a pedir geli (gel) extra strong, não tinha, dei-lhe sabão azul e branco".
de cada vez que lá entro, o sr. Alfredo pergunta pela mãe 
(a história sempre recordada da minha mãe a entrar com o meu irmão vasco pela mão, eu no carrinho e o meu irmão diogo ainda na barriga), 
pelo pai 
(fregês habitual) e 
pelos manos. 
na barbearia do sr. Alfredo trabalham quatro barbeiros e duas senhoras que fazem as mãos. 
são os mesmos, salvo dois que já se reformaram, há mais de trinta anos.
hoje uma das senhoras, 
que já não se recordava de mim, 
perguntou ao sr. Alfredo de quem é que eu era irmão....
"é daquele que corta o cabelo à joão maria tudela...o dioguinho"
palavras para quê...?!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

um hamburguer no pão, um prego, dois croquetes e duas imperiais, por favor!

gosto da baixa e do chiado. passei lá grande parte da minha infancia. 
a minha avó Manuela morava na rua do carmo. 
antes disso, rua de são nicolau e rua da prata. 
eu já só conheci a rua do carmo. 
lembro-me do cheiro dos prédios. 
do cheiro da baixa.
do fanático de megafone na mão do lado oposto á loja do diário de notícias. 
do homem com a cara desfigurada, sofredor de elefantismo, que andava pela esplanada do nicola, 
do sr. alfredo e a sua barbearia, 
do celeiro, 
da rua garret e a casa da sorte de esquina, 
do largo do carmo e o seu silêncio refrescante...shanti.
ontem fomos petiscar á trindade, cervejaria. 
senti-me bem. 
quero mais.