quarta-feira, 26 de agosto de 2009

não sei como começar



e esse é um problema muito meu... esse, e muitos outros.
este seria provavelmente o ultimo sitio onde eu escreveria algo do género... ou afinal, talvez não.
não vou referir-me ao abstracto, ou ao inconcreto. este post, mensagem, texto... desabafo, tem um destinatário objectivo.

sim tu...

...e mais uma vez não sei como começar...
sei que não me sinto bem comigo mesmo. ou contigo. parece súbito, se calhar até é... mas não para mim. 
não consigo fazer com que "nós" resulte. 
não consigo fazê-lo e dizer-to sem magoar.
dei.
recebi.
não dei o suficiente. não vou conseguir dar o suficiente. não quero dar o suficiente. 
para ser o que queres, vou abdicar de mim. 
e sim, eu sou importante. para mim. sou precioso. 
tudo o que consegui até hoje, tudo o que concretizei, tudo o que conheci, tudo o que vivi, o que perdi ou o que decidi, teve como factor em comum... eu!
eu sou o centro do meu mundo. 
vivo em função de mim. 

achei, pensei e acreditei que conseguia incluir-te neste mundo, no meu.
não consigo. 
não acho (já não...) que seja uma questão de tempo. ou de hábito. ou de mais tempo.
cedes-te por mim. acreditas-te. privaste-te...
entregaste-te! 
também eu...
mas ha diferenças. 
podiam ser o complemento umas das outras. 
não são. 
são de visão. de postura... perante a vida... perante o futuro... perante o tempo (esse bem precioso e essencial...). 
olhamos a vida, e o que dela podemos fazer, de forma diferente. 
objectivamente diferente.

dei um passo maior que a perna. dei-te a mão e fiz-te dar esse passo. está dado. não há passo atrás.

há passos em frente. com experiências vividas.
lamento...e acho que desta vez as desculpas são apropriadas. pelo que te fiz passar. pelo que te estou a fazer. 
é o que sinto. 
disse-te um dia, depois de almoço, á varanda, que fui demasiadas vezes considerado um filho-da-puta. 
não quero sê-lo. 
não me sinto um. 
mas entendo o porquê de mo chamarem.

não sei como acabar. 
não te quero magoar.


 



1 comentário:

andorinhaavoaavoa disse...

O que interessa está dito. Não há mais nada a dizer.
Acabou!